Renan Filho questiona eficácia de lockdown, mas não descarta medida em AL

O governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), afirmou que a eficiência do lockdown não tem sido comprovada na prática em algumas unidades federativas que optaram pela medida no Brasil.

Em entrevista à CNN Brasil na manhã desta segunda-feira (25), Renan Filho não descartou a possibilidade de decretar o isolamento mais rígido em Alagoas no futuro caso os números da doença continuem avançando no Estado.

“Avaliamos essa possibilidade. O problema é que em alguns estados que decretaram lockdown não aumentou o isolamento das pessoas na prática e temos que avaliar todas as possibilidades. O vírus impõe perdas de vidas e econômicas muito duras”.

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Renan Filho reforçou ainda que um lockdown geraria uma perda econômica ainda mais severa ao Estado. A medida, segundo ele, só valeria a pena em caso de confirmação de percentual de isolamento satisfatório.

“Esperamos que a população colabore, pois o Estado age em duas maneiras. Estamos aumentando os leitos de enfermaria e UTI e também exigimos procedimentos como uso de máscaras e estamos com um percentual importante da economia suspensa. O lockdown suspenderia tudo. Se isso gerasse um percentual de isolamento, estaria em uso em mais estados no Brasil e não é o que estamos vendo no país”, afirmou.

CLOROQUINA

Durante a entrevista, o governador afirmou ainda que o Estado vem utilizando a cloroquina no combate ao Covid-19, mas que não tem seguido as recomendações do Ministério da Saúde, mas que tem atendido a Sociedade Alagoana de Infectologia (SAI).

“Nós já estávamos utilizando a cloroquina antes da alteração do Ministério da Saúde, mas não para casos leves.

A Sociedade Alagoana de Infectologia recomendou o medicamento somente aos pacientes internados e deixando sempre a prescrição aos médicos, de acordo com o entendimento deles.

Nós iremos respeitar a recomendação dos nossos médicos e a decisão deles devem ser soberana”, pontuou.

CRÍTICAS A BOLSONARO

Perguntado sobre a repercussão do vídeo da reunião ministerial, divulgado pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (22). Renan Filho relevou as críticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre alguns governadores e lamentou que não houve nenhum planejamento com relação ao combate à pandemia do coronavírus por parte da cúpula administrativa federal.

“Toda generalização é ruim para o Brasil. O maior problema da reunião para o povo brasileiro foi que não foi debatido sobre a pandemia e quais os auxílios que o governo federal dará para que o Brasil não se torne um polo mundial de mortes. A gente espera sempre que reuniões da cúpula administrativa tenham soluções para os principais problemas da república que hoje é a pandemia causada pelo coronavírus e não vimos isso na reunião”, finalizou.

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